Dia 2 de janeiro orgulho de ser sanitarista


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Dia 2 de janeiro: orgulho de ser sanitarista

É comum que se associe o 2 de janeiro a Oswaldo Cruz, confundindo a data com o seu nascimento. Mas o dia do sanitarista marca uma conquista que neste 2022 celebra mais um ano e foi fruto da militñncia de outros famosos sanitarista.

Motivada por articulaçÔes lideradas por Carlos Chagas, a CĂąmara dos Deputados aprovou em 2 de janeiro de 1920 a criação do Departamento Nacional de SaĂșde PĂșblica (DNSP), subordinado ao entĂŁo MinistĂ©rio da Justiça e NegĂłcios Interiores por meio do Decreto Legislativo nÂș 3.987. Ou seja, faz mais de 100 anos que o Brasil republicano instituiu oficialmente sua primeira estrutura de planejamento em SaĂșde PĂșblica.

Profissional inter, multi, poli-valente: Mas quem Ă© o profissional sanitarista?

O vice-presidente JosĂ© Ivo Pedrosa Ă© certeiro na definição. “Sanitarista Ă© o profissional de saĂșde com formação interprofissional, interdisciplinar que desenvolve capacidade de gerenciar recursos e processos institucionais, comunitĂĄrios e individuais para a produção de saĂșde nos territĂłrios”.

Associação Paulista de SaĂșde PĂșblica (APSP), passado e presente devem caminhar lado a lado nesta celebração. “ParabĂ©ns para nĂłs sanitaristas, de todos os lugares, de todas as profissĂ”es, especialistas, pĂłs-graduados e bacharĂ©is em saĂșde coletiva e saĂșde pĂșblica.

ParabĂ©ns a todos que nos sentimos sanitaristas porque abraçamos esse fazer como histĂłria e como vida, e que, desde Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, contribuĂ­mos para a melhoria das condiçÔes de vida e saĂșde para todas e todos os brasileiros”.

Jå para Rosana Onocko Campos, também vice-presidente da Abrasco, o dia do sanitarista serve para lembrar que o principal desafio desse profissional deve ser a defesa radical da vida e da dignidade.

“A saĂșde encontra-se cada vez mais vinculada Ă s questĂ”es urbanas, ao combate Ă  violĂȘncia e ao cuidado com as questĂ”es climĂĄticas e ambientais e na luta contra as desigualdades. Toda polĂ­tica de saĂșde e suas estratĂ©gias assistĂȘncias deveriam ser sinĂ©rgicas com essas agendas”.

Integrante do Conselho Consultivo da Abrasco, pesquisadora da ENSP/Fiocruz e vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado ressalta a valorização do legado dos precursores da saĂșde pĂșblica, dos lutadores da SaĂșde Coletiva e do Sistema Único de SaĂșde (SUS) nas Ășltimas dĂ©cadas, e o papel dos jovens sanitaristas.

“Eles formaram-se ou estĂŁo se formando na graduação e na pĂłs-graduação em um perĂ­odo adverso para o SUS, questionando-se cotidianamente sobre seus desafios e contradiçÔes.

A mensagem Ă© de esperança e de persistĂȘncia, porque defender o direito Ă  saĂșde e trabalhar todos os dias pelo fortalecimento dos sistemas pĂșblicos de saĂșde como condição para a efetivação desse direito Ă© parte da luta por uma sociedade mais democrĂĄtica e igualitĂĄria”

E o que pensam alguns desses jovens?

Allan Gomes de Lorena Ă© sanitarista da primeira turma de graduação em SaĂșde PĂșblica da Faculdade de SaĂșde PĂșblica da Universidade de SĂŁo Paulo (FSP/USP), especialista em gestĂŁo de redes de atenção Ă  saĂșde pela Fiocruz e mestrando em saĂșde coletiva na Faculdade de Medicina da USP.

Para ele, que jĂĄ refletiu sobre o tema no livro “Uma ou VĂĄrias? Identidades para o Sanitarista”, o sanitarista do sĂ©culo XXI deve ser um profissional com olhar mĂșltiplo e saber lidar com as questĂ”es polĂ­ticas da saĂșde e da vida, cada vez mais tensionadas pelas engrenagens ideolĂłgicas do capitalismo em sua forma neoliberal.

“O sanitarista Ă© um profissional da saĂșde essencialmente polĂ­tico no que tange as tensĂ”es sobre o individual/coletivo; o biolĂłgico/social; o pĂșblico/privado. Em particular, a tensĂŁo sobre o que Ă© pĂșblico ou privado Ă© tĂ­pica do neoliberalismo, que coloca os sujeitos como empreendedores da sua prĂłpria saĂșde como um “bem” precioso, forjando prĂĄticas individualizantes.

Cabe a nĂłs como sanitaristas disputarmos para o campo da saĂșde coletiva outras compreensĂ”es sobre o fenĂŽmeno saĂșde, abrindo novas possibilidades de intervenção”.

TambĂ©m formado bacharel em SaĂșde PĂșblica pela FSP/USP e atualmente trabalhando na Secretaria Municipal de SaĂșde de Santo AndrĂ©, Marcos Dompieri acredita que ser sanitarista Ă© uma tarefa complexa, sendo uma atividade cada vez mais alĂ©m de uma visĂŁo tĂ©cnica de anĂĄlise dos indicadores de saĂșde.

Nessa perspectiva, busca alinhar a formação e conhecimento adquiridos e transmiti-los por meio de plataformas digitais.

SUS

“Para que a ação seja eficaz Ă© necessĂĄrio conversar, orientar e ajudar na conscientização da população, explicando assuntos que ultrapassam as questĂ”es de saĂșde, como a garantia de direitos, a importĂąncia do SUS, como e porquĂȘ devemos lutar para garantir, melhorar e ampliar um sistema pĂșblico que cada vez mais corre sofre com a mĂĄ gestĂŁo de nossos governantes”.

A luta pela maior polĂ­tica social brasileira segue movendo esses jovens nĂŁo apenas nos bancos das faculdades e no dia a dia dos serviços, como tambĂ©m em fĂłruns maiores do que a saĂșde coletiva, como faz Manu Matias.

Ela Ă© doutoranda pelo Instituto de Medicina Social (IMS/Uerj), vice-presidente da Associação Nacional de PĂłs-Graduandos (ANPG) e Conselheira Nacional de SaĂșde.

“Nosso principal desafio hoje como sanitaristas do sĂ©culo XXI segue sendo afirmar o SUS – universal, pĂșblico, de qualidade e com financiamento adequado, uma polĂ­tica de estado viĂĄvel e exitosa.

É urgente o esforço de renovar nossas lutas, abrir caminho para as prĂłximas geraçÔes para que o SUS se torne uma bandeira de todas e todos” diz exultante.

Com essa mesma alegria que convida as novas geraçÔes a se somarem na construção de um saber e prĂĄtica profissionais que unam as duas pontas dessa histĂłria. “NĂŁo Ă© simples a opção de ser sanitarista, mas com certeza vale a pena.

Para os jovens que hoje se questionam, convido-os a conhecer um pouco a nossa histĂłria e as nossas conquistas.

O campo da saĂșde coletiva no Brasil seja reconhecido e valorizado”, diz especialista da saĂșde, completando a saudação com votos que sintetizam os desejos do conjunto da diretoria da Associação.

“Nesse dia tĂŁo especial, nosso sincero agradecimento a todas e todos que dedicam e dedicaram a vida profissional Ă  saĂșde pĂșblica e que puderam, com a força de seu trabalho, construir coletivamente o SUS e o campo da saĂșde coletiva no Brasil.

Em 2022 os profissional da saĂșde continuarĂĄ, com a firme determinação de sempre, na defesa do direito universal Ă  saĂșde! Viva os e as sanitaristas!”

Jornal TV Brasil

Data: 02 de Janeiro de 2022 Domingo

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